22h da noite de um dia qualquer quando meu telefone subitamente tocava junto com as batidas de meu coração. Palpitavam hora a hora até o som da sua doce voz cessar com o silêncio do sono pertinente entre nós dois. Nas conversas, planos limitados pelo tempo espaço traziam à tona meu desejo da ponta dos dedos até outra extremidade qualquer. Seja pela casa, pelo idealizar ser de um futuro belo junto a ti, o tempo despedaça a fé em tudo. O que se mantem, e que por vezes me consome, é o toque ao qual de ti nunca pude sentir, junto a incerteza de saber se ainda sou tão seu quanto antes sei que fui.... Mesmo nos dias de tormento sei que no fim ainda acordarei no meio da madrugada a sua procura em minha cama questionando o que o futuro reserva para essas duas almas perdidas.
Armando Albuquerque
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