no boteco da esquina
na parede da memória
ao som do mar divino
minha dor se desaflora
sob a mesa de skol
se sustenta meu pesar
de um amor incompreendido
de um medo a se soltar
ó alma solta
que se constrói na vivida noite
de um corpo imerso em exaustão
e que se desfaz no pesar
de uma alma repleta em solidão
e quando a noite há de cair
seu suspiro lembrarei
das memórias que me deste
delas nunca esquecerei
sou amor em construção
sou esperança ao pé do chão
sou dor apenas dor
Armando Albuquerque
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